quarta-feira, 28 de maio de 2014

Assembleia Geral dos Bispos do Brasil 2014

Bispo Diocesano de Parnaiba.

Encerrou-se há poucos dias a 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil.
Trata-se de uma ocasião privilegiada de partilha de experiências e busca de caminhos adequados para o serviço do Evangelho em nosso país.
 Dez dias de trabalho intenso, muita oração, decisões tomadas e planos assumidos em conjunto, num magnífico exercício do que a Igreja chama de colegialidade.
É que os bispos, unidos ao Papa, vivem como um corpo, um “colégio”, a missão que lhes é confiada.
 Ao lado de muitos outros temas importantes, três grandes assuntos foram tratados e transformados em preciosos subsídios para a atuação evangelizadora da Igreja:
A questão agrária no início do Século XXI, com um documento destinado a balizar a presença pastoral da Igreja Católica no campo;
O importante texto sobre a Paróquia como Comunidade de Comunidades, amadurecido no diálogo pastoral desde o ano passado, cuja prática indica os passos missionários a serem percorridos pela Igreja no Brasil;
Enfim, foi apresentado o novo diretório da Comunicação da Igreja no Brasil.
Neste documento refletirmos sobre a Igreja nas mídias digitais.
A Comunicação e a Igreja no mundo em mudanças e os desafios que resultam desta mudança.
Um  capítulo reflete sobre a ética na comunicação.
 Por fim existe uma grande preocupação diante de um projeto de lei que quer retirar todos os meios de comunicação que estão na mão da Igreja ou com outras palavras uma estatização da comunicação como determinantes segmentes do atual governo querem lentamente implantar.
A vida é sempre comunicação e a missão da Igreja é a evangelização que passa pela comunicação nas suas mais diversas formas.
Foi elaborado um texto de estudo sobre: “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade” (Cf. números 70 e 71) afirma que o Concílio Vaticano II fundamentou toda missão da Igreja é Jesus Cristo e do Espírito Santo.
É o Espírito Santo que capacita todos os batizados para participarem na obra de Cristo:
Todos os cristãos e, portanto, todos os homens e mulheres batizados, leigos na Igreja, não apenas pertencem à Igreja, mas “somos um só corpo em Cristo, e cada um de nós, membros uns dos outros” (Rm 12, 5).). São João Paulo II (Christifideles laici, n. 11) ensinou que, ao sair das águas do batismo, “todo o cristão ouve de novo aquela voz que um dia se fez ouvir nas águas do Jordão: ‘Tu és o meu Filho muito amado’” (Lc 3, 22), e compreende ter sido associado ao Filho, tornando-se filho de adoção e irmão de Cristo.
Como exercer as diversas tarefas que são confiadas aos cristãos de todas as idades e vocações?
Haverá algum lugar privilegiado?
Porventura alguém deve buscar os primeiros lugares?
É clara a orientação do Senhor, que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28).
Quando seus discípulos acolhem seus discursos de despedida, na última Ceia, as tensões e o medo tomavam conta de seus corações (Cf. Jo 14, 1-12).
Tomé quer saber o caminho, Felipe almeja a visão do Pai, todos se sentem inseguros, a saudade mostra seu rosto.
 E Jesus lhes mostra um caminho que tem nome, o seu, para chegar à vida plena.
 E todas as perguntas são respondidas por quem é a verdade!
A estrada mestra é a do serviço.
Temos dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada com a fé recebida.
É o dom do serviço?
Prestemos esse serviço.
 É o dom de ensinar?
Dediquemo-nos ao ensino.
 É o dom de exortar? Exortemos.
Quem distribui donativos, faça-o com simplicidade; quem preside, presida com solicitude; quem se dedica a obras de misericórdia, faça-o com alegria.
A proposta vai contra a correnteza de toda a competição devoradora que nos envolve!

Firme na fé e fiquem com Deus.

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